Das carnes femininas, meu delírio,Desejos que talvez não realize,Se o tempo me permite algum deslizeTalvez não venha apenas tal martírio…
Carrego em minhas mãos, rezas e círio,Que o céu em novas cores se matizeE o amor que tanto busco aromatize,Cevando no canteiro, amor e lírio.
Farturas que promessas não cumpriram,Meus olhos reticentes vão às cegasEnquanto a fantasia tu renegas,
Palavras turbulentas já se atiramNão quero ser somente um alvo fixo,Pesando sobre as costas, crucifixo
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Sou uma passageira…Embarco e desembarco semrealmente saber qual é o instanteque realmente sou eu mesma…Sou sonho…A matéria é empréstimo e perece,o sonho é eterno e permanece…Decidi fazer do que é real, umailusão e, da minha ilusão a minha maisverdadeira realidade…Seria como tingir a água de azul,Por instantes desejar que minhas mãossejam flores e poder sentir o beijodo beija-flor…Já que conheço o ruido de um tiro,me nego a aceitá-lo, prefiro ouviro que converam as árvores…Outro dia diziam elas, que as estrelassão as flores que bordam o céu…Imaginação, loucura, ilusão…Prefiro assim…
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